Na minha casa todo mundo ama Sol.
Incrível como todos ficam mais bonitos à luz do Sol, sim , porque tem pessoas que simplesmente não gostam e se acham horríveis quando estão expostas a ele, ao poderoso Sol.
Me lembrei disso hoje de tarde, quando eu me olhei pelo espelho retrovisor do carro depois de uma boa chuva, percebi os reflexos do Sol no meu rosto acariciando com essa deliciosa lembrança de quando eu e meus 3 irmãos, eramos mais novos; eu a mais nova deles.
O tempo passa, mas é incapaz de levar as nossas memórias, e as boas memórias, melhor ainda que fiquem dentro da gente. Afinal somos partecorpo da nossa história. Somos muito do que vivemos, escolhemos e trazemos dentro da gente.
Morar em um sítio com 8 anos de idade até os vintetanto, e viver isso intesamente nos fez passar pela experiencia do Sol na cara bastante, e chuva também , claro, chuvas de dar medo, acabar a luz, e por ai vai...
O tempo passa
um dia, já nos vintetanto, estava andando pelas ruas ladrilhadas de Atibaia, a cidade do sítio que morei dos oito à maior parte da minha juventude,e entrei no museu da cidade e estava rolando uma exposição sobre "Festa do Divino" lá encontrei esse lindo poema escrito pela artista Rita Moura
Memórias
memórias de hoje ou de ontem.
memórias passadas
memórias presentes
Doces lembranças
Tardes sem fim
Manhãs...
lembranças diáfanas de aroma sutil
Percorrem um espaço sem tempo
A superfície da mente
percorrem a alma embriagada de sentimentos
Canteiros semeados
ignoram as ervas daninhas
e lindas rosas se desabrocham no toque do orvalho
são memórias...
em formas de rosas vermelhas lapeadas por espinhos eum solo fértil e finito
infinito talvez
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